A Crise Financeira: Saiba Como Sair Dela

04.01.2018

A crise financeira pode ser boa ou ruim, mas depende de como você encara ela. Toda crise é um sinal de que algo está errado com os hábitos e ações que estão sendo praticados no dia a dia, ou seja, ela mostra que alguns deles precisam ser mudados ou eliminados. 

Você não pode desprezar uma crise, pois assim como uma dor de dente ou uma febre, ela é um desconforto que alerta que algo está errado. E se a causa dos sintomas não for verificada, pode ser que o descaso te leve a um fim trágico.

E para que a crise financeira não tenha um fim trágico, eu lhe aconselho que tenha controle financeiro e emocional, jogo de cintura e um planejamento para evitar ou amenizar as consequências dela.

Uma dor de dente e o medo de mexer no bolso

Pode parecer estranho este subtítulo, mas é isso mesmo: 

O medo de resolver uma dor de dente não é a de ir ao dentista ou de ouvir barulho do motorzinho da broca, mas sim do valor que vai ser pago por um provável tratamento de canal.

Bem, explicando melhor, tudo começou na noite da sexta para o sábado, comecei a senti umas pontadas de dor em um dos dentes do fundo da boca, e já no domingo virou uma dor suportável, mas que incomodava.

Logo já comecei a pensar que poderia ser tratamento de canal. Na segunda-feira, a minha esposa ligou para o nosso dentista para ver se conseguiria um horário para me encaixar, pois eu não tinha nem horário e nem muita condição de esperar para outro dia. Depois de muita insistência, ela conseguiu um horário. O medo de mexer no bolso aumentava e a dor estava controlada, com um remedinho e bochecho para desinflamar a raiz do dente.

Passei o dia todo com um leve desconforto e logo à tarde fui atendido. Para a minha alegria não foi preciso fazer o tratamento de canal, era uma inflamação por causa da falta de uma escovação adequada e do uso certo do fio dental nos dentes do fundo da boca.

Controle emocional

Aqui cabe explicar o que foi falado em se ter controle emocional e financeiro.

Pois como lhe falei no titulo, o medo era de mexer no bolso, ou seja, de gastar. E não pense você que é por não ter dinheiro, mas sim por ter que admitir para mim que não soube cuidar do que me é importante, que é a saúde, neste caso da boca. O que na verdade se tornou real, mas não no grau que imaginava, pois a quantia para pagar o tratamento eu tinha, mas para um gasto que poder ser evitado com um pouco mais de cuidado, trocando em miúdos evitando assim de jogar dinheiro fora.

É ai que entra o controle emocional, pois uma crise vai mexer com várias emoções e irá desencadear algumas que você nem sabia que poderia ter, assim como uma dor de dente.

Emoções que podem nos levar a agir sem pensar e medir as consequências dos atos.

O pior é que esta enxurrada de emoções, que você nem sabia que existiam, pode levá-lo a agir como um animal preso em um lugar de onde não vê saída e que ataca tudo e a todos, podendo machucar quem quer lhe ajudar ou não. E o triste disso é que a grande maioria dos que você poderá machucar serão pessoas que querem lhe ajudar.

O meu conselho é de buscar um modo de se afastar da crise e pensar sobre estas emoções e eliminar os sentimentos gerados pelo descontrole que estas emoções podem ter em suas ações.

Agora você deve estar ser perguntando “e como faço isto, se não há volta para o dinheiro gasto?”.

Você escolhe o que mais lhe agrada, orar, falar com um amigo de verdade, meditar, praticar esportes e etc.

E agora sim entra o controle financeiro, chegou a hora de sentar e verificar o controle financeiro e ver quanto e onde está sendo gasto seu dinheiro. Você precisa relembrar quais dos gastos são necessários e não podem ser cortados, mas precisam ser reduzidos, e os gastos desnecessários que serão cortados.

Passando pela peneira, ops digo, crise

O ser humano já nasce otimista e sonhador, o que faz com que ele veja e pense que o dia de amanhã sempre será melhor do que o de hoje.

Mas, para as finanças pessoais estas características podem ser prejudiciais, pois podem levá-lo a contar com o ovo dentro da galinha e o ovo não ser como esperava, o que o faz entrar em uma crise financeira.

Por ser otimista vive-se num padrão de vida e de consumo acima dos seus ganhos. Agora entra o fato de você ter jogo de cintura, ou seja, ser maleável, pois você precisará para passar pela crise ou como o Professor Marins diz: “Pela peneira”.

Os pedreiros usam muito a peneira para separar a areia de pedras, grama e etc, separar a areia que irá fazer a massa para construir e não estragar o seu trabalho.

Por isso o Professor Marins a compara com a crise, pois para que uma empresa (ele é consultor de empresas) saia da crise mais forte é necessário que ela reveja os antigos processos, ações e costume de pessoas, lideranças e etc., para ser uma empresa melhor e mais competitiva.

Já no caso da crise financeira, você terá que rever os seus gastos e fazer cortes, ou seja, você terá que mudar o seu padrão de vida e de consumo, daí vem o jogo de cintura.

Você terá que reduzir o seu padrão de vida, terá que cortar gastos e reduzir o consumo e, dependendo de quanto a crise lhe afete, você terá que se desfazer de bens móveis e imóveis e ir morar em uma casa menor ou em num bairro mais distante, vender o carro ou andar de transporte coletivo.

Assim sobrevivendo à crise e já se preparando para recomeçar no padrão que lhe é adequado.

Se preparando para a crise

A melhor forma de se evitar uma crise é estar preparado para ela.

Ou seja, é você ter um Planejamento Financeiro, para eventuais problemas.

O princípio de todo planejamento financeiro é um bom orçamento financeiro pessoal ou familiar, pois é por meio dele que você saberá os ganhos e como estão distribuídos o seus gastos.

O principal deste orçamento é manter os gastos no máximo 80% dos ganhos e os 20% é reservado para fazer um Fundo de Emergência e quando o alcança, este valor será usado para o Fundo da sua Independência Financeira.

Crie um Fundo para realizar os SEUS SONHOS.

Dos 80%, reserve um percentual para realizar os sonhos de curto, médio e logo prazo e, com isto, evite surpresas com dívidas de cartão de crédito ou parcelas de financiamento em atraso, caso passe por um problema financeiro.

Fundo de reserva, este é um fundo para ser usado no caso de uma emergência ou com uma surpresa desagradável, como perda de emprego.

Ele é a primeira etapa do seu fundo de independência financeira, é composto com a soma de 6 meses do seu gasto mensal, se você for um funcionário e 12 meses se for um empresário.

Conclusão:

Quando você ouve falar de crise financeira, a princípio pode lhe parecer muito ruim, mas assim como uma dor, lhe serve de alerta de que algo está errado, com seu corpo, assim é a crise.

E o simples fato de você não se desesperar e buscar diagnosticar o mais rápido possível e buscar tratar antes de tornar mais sério, não permitirá que a crise chegue a um estágio mais crítico.

Um bom conhecimento de si e de suas finanças o ajudará a prever e antecipar as crises financeiras que podem te perturbar e a superar sem grandes problemas. Para que a crise não o afete mais do que já afetou, siga minhas dicas de atividades e mudança de atitudes.

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