Amor é Respeito, e Respeito é Conceder Liberdade

07.06.2017

Existem pessoas que amamos muito. Existem pessoas que nem amamos tanto. Existem ainda pessoas que amamos muito, mas nos incomodam.

“Ah, sei lá! Às vezes ela fala umas coisas… Gostaria que fosse diferente”. Isso já passou pela sua cabeça em relação a alguém?

A verdade é que o que existe em mim e faz parte de mim só pode ser transformado por mim mesmo; assim como o que existe nessa pessoa e que faz parte dela só pode ser transformado por ela. Se ela perceber e quiser. Não mudamos ninguém. Só a nós mesmos.

Por isso, você pode dizer a ela como se sente quando ela fala ou faz algo que te incomoda, mas você não tem o controle sobre ela.

E quando pensamos “Ah, quando fulano(a) se casar comigo a coisa será bem diferente”, estamos na verdade, tolhendo o jeito de ser do outro, suas escolhas e vontades. Por mais que queiramos o seu bem, isso não é amor!

A realidade é que temos sempre muitas expectativas. Expectativas quanto ao casamento, filhos, profissão, vida social, política, lazer, estudos e por aí vai. E na maioria das vezes queremos que o outro satisfaça as nossas expectativas – leia-se a nossa vontade.

E quando não acontece assim, dizemos então que o outro nos decepcionou. Será? Será que podemos afirmar que foi o outro que fez algo que nos feriu ou fomos nós mesmos que esperamos do outro o que ele não tinha condições de dar?

E mais, a sensação de ferimento interno é de quem sente. E cada um de nós é dono das próprias emoções, sensações, sentimentos, atitudes, pensamentos e palavras, ou pelo menos deveria ser. Cada um de nós tem o poder de fazer novas escolhas. Escolher conscientemente gerir o que é nosso e não ser um eco que manda de volta o que recebeu.

É mais sensato perceber que sou o protagonista da minha própria vida e se faço ou fiz algo, a responsabilidade é 100% minha.

E se quero de verdade ter o controle da minha vida, abro mão de querer ter o controle de outras tantas vidas, seja quem for.

E isso é amor.

Já dizia Carl Gustav Jung que o contrário do amor é poder. O contrário de amar é querer controlar o outro; é tirar-lhe a liberdade para que ele não seja mais quem é e não faça mais o que quer.

Muitas relações afetivas, sejam amorosas ou não, não são baseadas no amor. São baseadas no poder. No controle que o mais velho, mais forte, mais sábio, mais qualquer coisa tem pelo outro que é menos qualquer coisa.

Quanto mais amor, menos poder. Quanto mais poder, menos amor.

Amor, respeito e liberdade, o equilíbrio dos três é imprescindível para uma vida feliz.

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