Mercado de Trabalho e o Choque de Gerações

30.03.2017
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A Era Moderna e a Globalização trouxeram consigo profundas mudanças, não somente na economia, mas também na forma como a sociedade se desenvolve e se relaciona dentro mercado de trabalho. Neste cenário, olhando um pouco para o indivíduo, nascido e desenvolvido em diferentes contextos socioeconômicos, parece claro entender que há profundas mudanças entre as gerações nos últimos 60 anos. No começo do século XX, as gerações eram contadas em intervalos de 25 anos. Hoje, pode-se dizer que uma nova geração é formada de 10 em 10 anos. Isto porque, com o advento da internet e as novas tecnologias, decisivas para criar “marcos de tempo”, tudo muda a uma velocidade nunca antes vista. 

E o resultado disso?

Antes de irmos para as conclusões, vamos entender quem são essas famosas gerações, X, Y, Z e os “Baby Boomers”.

Baby Boomers

No final década 40, surge a famosa geração de “Baby Boomers’,  a qual recebeu esse nome devido a um “boom” de nascimentos de bebês, o maior recorde já registrado no mundo. O contexto era de pós 2ª Guerra Mundial, em que acaba a guerra, os soldados voltam pra casa, todos ficam felizes, celebram a vida e criam os movimentos Hippies. Mistura explosiva para o amor, com certeza (não foi à toa, que essa onda de natalidade não  se restringiu aos países europeus e aos EUA, aqui no Brasil também).

Essa geração era jovem quando começou a ditadura aqui no país, lutaram contra os militares e celebraram a vida com a bossa nova, o Tropicalismo e a Jovem Guarda. Para essa geração, uma boa carreira era aquela sólida,  pautada em valores tradicionais, preocupada com o dever e a segurança. Para eles, permanecer muito tempo em uma mesma empresa é o que um bom profissional deve fazer.

Geração X

Na década de 70, nasce então a Geração X, aquela que, quando jovens, assistiram as “Diretas já” e viram grandes ídolos como Cazuza, Renato Russo e Fred Mercury serem levados por uma doença nova, fatal e global, a AIDS. Foi essa geração, além de tudo, que viu tecnologia entrar de vez dentro de suas casas. Viveram tempos de economia instável no país e conheceram várias moedas, o que levou a um sentimento de insegurança nessa geração e desenvolveu uma a ideia fixa de “me deixa trabalhar mais um pouco, para ganhar mais dinheiro, fazer uma reserva, caso aconteça mais uma crise”. Um pouco resistentes à tecnologia, são apegados a títulos e a cargos, afinal, querem ser valorizados por todo o esforço que tiveram.

Geração Y

A minha geração cresceu em um país de democracia e mercado aberto, que viu o Plano Real estabilizar a economia e ganhar o respeito no cenário econômico mundial. A internet abriu as portas do mundo para a Geração Y (a geração que mais recebeu apelidos: Millenium, e a que mais gosto, Canguru). Profissionalmente falando, é uma geração que se preocupa mais com o prazer pessoal e um sentido para a vida. Essas pessoas possuem uma inquietude que não os permite enquadrar-se em trabalhos chatos, tradicionais e pautados em cumprimento de horário, por isso, elas desejam mais, sonham alto e querem o extraordinário (a sardinha é minha, eu puxo para o lado que eu quiser, ok?). Somos multitarefas, estudamos, ouvimos música, assistimos TV, conversamos no whatsapp, tudo ao mesmo tempo e sem perder o foco (pelo menos nós mulheres conseguimos, não é?).

Mas como nem tudo são flores, temos dificuldade para entender a figura de autoridade e, claro, também temos pressa, pouca paciência e  queremos reconhecimento, o que nos leva a trocar de empresa facilmente, basta não termos mais prazer ou não haver mais sentido para estarmos lá.

(Aqui abro um parêntese de manifesto: gerações anteriores não só tem “pavor” da nossa geração, como nos descrevem com alguns adjetivos carinhosos como: dispersos, mal-educados, infiéis, irresponsáveis, perdidos, narcisistas e preguiçosos. Meu Deus! Geração perdida, essa a nossa hein!)

Melhor não comentar, continuando…

Geração Z

Mal a X foi compreendida (ou difamada), já estamos na Geração Z. São os nossos irmãos mais novos, nascidos a partir de 1998, que já chegaram estressando ainda mais nosso dia (rs). A Geração Z nasceu num mundo complexo onde o terrorismo, a corrupção e palavras como instantaneidade, simultaneidade, mobilidade foram acrescentadas ao vocabulário. As crianças dessa geração já são consideradas “nativos digitais” e nascem sabendo mexer em smartphones, quando não já fazendo programação (quantos jovens de pouca idade não criam jogos, aplicativos, etc.?). O filósofo e educador de quem sou fã apaixonada do seu trabalho e amor pela educação, Mario Sérgio Cortella diz que a regra básica para eles é mais ou menos assim: “eles querem tudo agora, já, ao mesmo tempo, junto”. Conseguiu acompanhar? Nem eu que sou uma clássica Geração Y dou conta!

O que acontece com o Mercado de Trabalho?

Agora, imagine todas essas gerações convivendo no mercado de trabalho? Com certeza, esse tem sido um grande desafio para as empresas, conciliar os valores e anseios de todos dentro da instituição, sem que percam motivação e produtividade.

Cada uma dessas gerações tem suas contribuições, e também suas falhas, diante do mercado de trabalho. Uma empresa que se preocupa com seu maior ativo (as pessoas), deve ser liderada por profissionais que consigam enxergar e utilizar o que cada um deles tem de melhor, alocando estrategicamente naquela atividade que melhor ele pode exercer dentro da empresa, de modo a estimular seu potencial e suas características.

Quando não existirem mais esses profissionais de diferentes gerações, principalmente as mais “conservadoras”, quem ocupará os cargos de processos, por ex? O que acontecerá com alguns cargos?  

Então eu te pergunto: isso será um conflito ou uma solução?

Eu só espero que a sociedade, as escolas e principalmente, os jovens, estejam ligados nas transformações que serão necessárias no mercado de trabalho do futuro. Meu papel como Coach e Mentora dessa nova geração é trazer esses questionamentos. Inclusive, as novas habilidades que serão exigidas deles, que já não serão mais as mesmas.

Mas isso, fica para um outro artigo!

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