6 Dicas para Não Perder a Paciência com os Filhos

08.05.2017
Crie seu futuro – 728 x 90

Educar já não seria uma tarefa fácil se tivéssemos 100% de adesão dos filhos. Isto porque não tem curso ou conselho de avó que nos prepare para as surpresas, aventuras e desventuras que nos aguardam nesta árdua tarefa de criar, colocar limites e tudo mais.

Acontece que, aliado a dificuldade de ter que saber o que fazer e prever o passo a passo, os “seres-humaninhos” insistem em criar os próprios jeitos de viver e de nos desafiar. E sem o menor aviso, parecem mesmo se rebelar contra nós.

E quando nos assustamos já estamos lá, naquela vibe insana, gritando feito loucas, com os olhos arregalados e uma cara assustadora, de botar medo até no espelho da madrasta da Branca de Neve.

Quem nunca perdeu a cabeça no meio de uma birra daquelas? Quem nunca teve vontade de sair correndo?

E, então, é a hora de se martirizar em culpa: “O que foi que eu fiz?!”, “Sou uma péssima mãe…”, “Sou uma pessoa desequilibrada”…

E a tendência é piorarmos as coisas, pois aí queremos fazer compensações para “apagar” erro. E com isto vamos jogando contra nós mesmas. Filhos são maravilhosos, mas são também excelentes jogadores e entendem perfeitamente como fazer para flexibilizar as regras do jogo. Eles nos manipulam através das nossas fraquezas, como todo e qualquer ser humano.

Como fazer então?

Existem várias formas que, em conjunto, trazem resultados melhores para todos. Mas uma coisa é certa: o adulto que cuida de uma criança, precisa se cuidar primeiro! Como querer que os filhos sejam mais calmos e pacientes se não conseguimos fazer isso? E só podemos medir se somos calmos e pacientes, em situações em que a calma e a paciência são necessárias!

Alguém me disse uma vez para ter muito cuidado com o que peço, pois se pedir “me dê paciência”, o que terei são situações em que será necessário exercitar a paciência para aprimorá-la… Isso fez total sentido para mim. E para você?

Para te ajudar a cuidar de você, para que nas situações de conflito você não fique “à beira de um ataque de nervos”, preparei algumas técnicas e compartilho abaixo, para você exercitar, diariamente.

Analise a situação por diferentes pontos de vista

O exercício de empatia pode ser um grande aliado para ajudar em situações difíceis. Tentar compreender os motivos do outro pode mudar o seu referencial e ajudar a encontrar novas soluções. Ouvir o que o outro pensa e sente não tem nada a ver com hierarquia ou desrespeito. Pelo contrário: se interessar genuinamente e incentivar a expressão dos filhos é uma forma de construir a autoridade dos pais, pautada no amor e respeito.

Medite

Diferente do que muitos imaginam, meditar não é “não pensar”. O cérebro não consegue deixar de exercer a função pela qual ele foi criado, assim como os outros órgãos. Meditar é acalmar a mente, orientar os pensamentos. Os benefícios da prática diária são inúmeros, desde o autocontrole até a melhoria da qualidade de vida e cura de doenças.

Mas não adianta querer  meditar apenas na hora da raiva. A meditação deve ser preventiva, para construir uma nova forma de reação, uma nova resposta. Dedicar alguns minutos diários à prática logo trará benefícios.

Não julgue

“Não somos o paradigma do mundo”. Isto quer dizer que o que é bom para nós pode não ser o ideal para todos. Devemos deixar de lado a postura de donos da verdade e analisar as situações com o máximo de isenção, deixando as críticas de lado e procurando analisar o fato em si.

Não conte até dez

Muitas vezes nós tendemos a contar em voz alta até dez, e a cada número que dizemos o tom de ameaça e a raiva crescem junto. Qual o ganho real desta prática? Se você perceber que está a ponto de explodir, peça licença ou diga que precisa ficar um pouco a sós. Procure acalmar seus pensamentos e sentimentos.

Pergunte-se, com amor, como você pode ajudar, de que forma pode resolver esta situação com a criança, lembrando-se sempre de que sua intenção não é punir ou diminuir e sim levar seus filhos a compreender as consequências e fazer escolhas melhores.

Pratique a gratidão

Gratidão não é modismo. Os efeitos de quem pratica genuinamente a gratidão, vão além do bem estar e do campo emocional: são físicos!

Faça uma lista de tudo aquilo que te incomoda, de todas as pessoas que tiram você do sério. Depois, para cada item da lista, escreva, todos os dias, de 3 a 5 motivos para agradecer por isto estar em sua vida, o que te traz de bom, como te faz uma pessoa melhor. Você vai perceber como as coisas começam a mudar, como seu olhar muda e como tudo passa a ser mais leve.

Lembre-se do seu papel

Como mães e pais nós temos sob nossa guarda a vida de um ser humano em construção. Logo, precisamos ter a clareza de que o que fizermos deixará marcas no desenvolvimento e afetará o comportamento por toda a vida adulta de nossos filhos.

Cabe a você se perguntar que tipo de investimento você quer fazer agora, quais os sentimentos quer imprimir na vida dos seus filhos, que tipo de relacionamento você quer ensinar. Tudo isto irá refletir no futuro, dos seus filhos e do mundo.

Criar filhos para serem pessoas mais conscientes dos seus sentimentos e do seu papel na família é uma forma eficaz de construirmos um mundo melhor!

Espero, sinceramente, que estes passos ajudem você!

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