Em Busca do Amor Próprio: Trabalhe a Autoestima

16.10.2017

“O amor aceita você. Ele nada exige de você, não diz: “Seja isso, seja aquilo.” O amor simplesmente lhe diz para ser você mesmo, que você é bom assim como é, que você é belo assim como é.” Osho

Iniciando meu texto dessa semana inspirada por essa bela frase de Osho: “Você é belo assim como é”.

Por que é tão difícil ter esse amor próprio? Nos amar e, principalmente, nos aceitar da maneira como somos? Por que queremos tantas vezes nos transformar em algo diferente, indo contra nossa própria essência?

Hoje iremos refletir sobre a autoestima, aceitação e aquele amor próprio que muitas vezes nem você é capaz de encontrar. Infinitamente mais psicológico do que lógico, o que sentimos a respeito de nós está apoiado nas experiências acumuladas e, ao mesmo tempo, naquilo que vivemos no presente (o que, aliás, também é influenciado pelo passado). A autoestima pode se modificar ao longo da vida, influenciada por sucessos e fracassos, pelo que decidimos e encontramos, mas principalmente pela forma como elaboramos cada experiência.

De forma bem resumida, podemos dizer que autoestima é o conceito que cada um faz de seu próprio valor. Muitas vezes nos sentimos desanimados, inseguros e sem forças na vida, principalmente, sem forças para alcançar nossos sonhos e objetivos. Quando confiamos em nosso potencial e nos reconhecemos com pessoas de valor e com capacidades suficientes para alcançar o que desejamos, a autoestima se torna chave para o sucesso.

Com essa falta de reconhecimento de seu próprio valor corre-se o risco de acabar-se no desânimo e fracasso, justamente por ter esse sentimento de inadequação para enfrentar os desafios do cotidiano, quando você não acredita nos seus potenciais e capacidade de dar resposta às questões da vida. Muitas das pessoas com esse perfil possuem uma estrutura emocional fragilizada e pouco sólida, que origina o pessimismo e a negatividade.

A psicologia positiva encoraja as pessoas a realizarem seus potenciais e a serem o melhor possível. Porém, o que significa ser o seu melhor? De acordo com Tory Higgins (Universidade da Columbia), as pessoas estabelecem diferentes padrões na hora de se avaliarem para controlar os comportamentos e gerar ações que permitam desenvolver capacidades, ajudando o melhoramento e visão de si mesmos. Contudo, o que acontece é que algumas pessoas não medem adequadamente seus padrões internos e tendem a se desmotivar, gerando mal-estar e consequências negativas para o bem estar emocional.

“Melhor eu” vs “Eu ideal”

Para sermos o nosso melhor, a ideia do “melhor eu” precisa ser desvencilhada da ideia do “eu ideal”. O que seria esse “eu ideal”?

Somos incentivados socialmente a seguir modelos de perfeição muitas vezes impostas por pessoas próximas a nós ou pela sociedade, mídia, parentes, etc. Quando não alcançamos esse patamar “ideal” nos sentimos frustrados e desanimados. Uma coisa é certa: Quanto mais tentamos corresponder a um modo de ser ideal, de acordo com as exigências alheias, mais exigentes nos tornamos com nós mesmos. Ao mesmo tempo em que nos sentimos insatisfeitos, já que vamos nos distanciando cada vez mais do que realmente somos, indo contra nossa própria essência. Como dizia Fritz Perls: “Exigências de perfeição limitam a capacidade do indivíduo de funcionar dentro de si mesmo.”

“Melhor eu”

A nossa essência, nosso eu REAL corresponde ao que realmente sentimos e queremos. Corresponde também aos nossos valores pessoais, ao que nos representa de original, a nossa singularidade, o que nos difere dos outros, o que nos faz únicos e autênticos. E isso basta!  

Para estabelecer um contato com seu eu real, vá de encontro com o que sente e o que quer para você, sem pensar na opinião de mãe, pai, amigos, sociedade, etc. Não precisamos ser o que os outros esperam de nós. Lembre-se não existe um modelo ideal, correto ou único de como cada um deve ser.

O mais importante é que possa sentir bem sendo quem você é. Desta maneira, poderá acessar todo seu potencial de uma maneira muito mais amorosa com você mesmo. Acessando emoções positivas a respeito de você, ampliará seu repertório de pensamento e ações, ao ampliar se tornará mais fortalecido e integrado, construindo maiores recursos pessoais

Lembre-se: “O amor aceita você. Ele nada exige de você, não diz: “Seja isso, seja aquilo.” O amor simplesmente lhe diz para ser você mesmo, que você é bom assim como é, que você é belo assim como é.” Osho

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