Escolha Profissional e o Jovem na Era da Informação

19.04.2017
Crie seu futuro – 728 x 90

O momento da escolha profissional sempre foi repleto de inseguranças, incertezas e muitos desafios, tanto para os jovens como também, e não menos, para os pais e para a escola. Mas, nada se compara a situação atual: soma-se a tudo que falei, o excesso de informação (sem fonte confiável), fácil acesso a opinião de todos e sem orientação de um profissional preparado para isso (muita gente não sabe nem onde procurar essa ajuda).

Até aí, tudo bem, quase sempre foi assim, em maior ou menor grau. Vamos continuar a conta. Soma-se ainda mais um ingrediente que, ao meu ver, está contribuindo e muito para um cenário caótico e preocupante em que estamos vivendo: a nova forma de ingresso nas Universidades Públicas.

Não sei qual a sua idade, de que forma você entrou na faculdade, mas você deve se lembrar que há alguns anos, quando ainda era utilizado o tradicional vestibular em vez do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), o jovem era forçado a fazer sua escolha profissional antes de prestar a prova. Agora meu caro, não é mais dessa forma. A ordem é: o estudante estuda, faz a prova, recebe sua pontuação e pode optar por dois cursos em qualquer Universidade. Preciso dizer qual o mais novo critério de escolha profissional?

Longe de mim aqui querer criticar essa nova metodologia, instituída pelo Ministério da Educação há alguns anos. Na verdade, sou completamente a favor de profundas alterações na educação, desde a base até os “ensinos finais” (neologismo meu, chamo os mais altos escalões do ensino: doutorado, pós-doutorado, livre docência).

Culpar o ensino seria só mais uma atitude de um brasileiro medíocre que sempre joga a responsabilidade de tudo que acontece no país, no Governo. Não! Não é esse o problema. A culpa é da sociedade, da escola, dos pais, de todos nós que negligenciamos a importância que tem esta etapa na vida do jovem e que todos nós um dia passamos por ela. Estamos confundindo liberdade de escolha com negligência. 

Antigamente, era comum os pais escolherem a profissão que os filhos seguiriam. Aconteceu com você? Existe uma grande chance. E, geralmente (quase sempre), se limitavam àquelas profissões que poderiam (e de fato traziam) estabilidade financeira e um “status” perante a sociedade. Quem nunca ouviu seu pai dizer: “Filho, seja um doutor. Faça medicina. Faça direito. Faça engenharia”.

Os tempos mudaram, ô, e como mudaram.

Mas, voltando ao assunto, sabe o que aconteceu? Esses filhos, que foram influenciados e muitas vezes pressionados pelos pais quando chegou a hora da fatídica decisão, agora se tornaram pais, e adivinha mais uma vez? Sabe aquela ideia de que a gente não quer cometer os mesmos erros que nossos pais? Pois então.

Acho que isso realmente tem que acontecer: imposições e intolerâncias não são bem vindas, mas não se pode, em hipótese alguma, se confundir liberdade de escolha com negligência. Vejo que é apenas uma tentativa de fazer o certo, e, assim como os filhos, ficam perdidos, sem conseguir dialogar com eles, e o caos está formado.

Papel dos Profissionais

O papel dos pais nesse momento é decisivo. Eles são as referências de experiências que os filhos precisam.

Mas, arrisco dizer que o papel de um profissional (seja um psicólogo, um orientador, um coach, não importa) é fundamental e imprescindível. Por mais que o jovem tenha “certeza” do que quer, um profissional conseguirá enxergar se aquela decisão é a dele, ou as influências externas estão tão grandes que ele não consegue distinguir “o que ele quer” do que “esperam que ele queira”. Na minha experiência, e principalmente, na minha própria pele, identifico como o maior viés de todos (que influenciam para uma decisão errada) é a falta de autoconhecimento. Você acha que jovens inseguros, com baixa autoestima, confusos, expostos a padrões altíssimo de sucesso, beleza e poder, sem orientação, se permitem sonhar? Permitem-se acreditar que podem realizar grandes coisas?

Meu amigo, eu te garanto que não. Sabe, sou apaixonada por esse assunto, poderia ficar aqui discorrendo sobre ele até a eternidade.

Cabe dizer que essa até a minha missão de vida: resgatar sonhos, autoestimas perdidas e falta de fé para que eles possam ter o futuro que merecem: extraordinário!

 

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