O Poder do Não e a Responsabilidade do Sim

10.01.2018
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Como seria sua vida se você nunca, jamais, tivesse ouvido ou não? Seria ótima, certo?!

Enquanto criança: Se tudo me fosse permitido, minha educação seria diferente – e para pior, porque não investiria meu tempo nisso. E qual o porquê de escovar os dentes todas as vezes após as refeições? Sol, chuva… tanto faz, tudo é diversão.

– Fazer tudo o que quer: Ficaria muito mais tempo na rua jogando bola ou nadando no rio, com sol ou chuva. Era o que nós fazíamos até os pais nos colocarem pra dentro de casa e, às vezes, rolava até castigo. Se dependesse somente da gente, a possibilidade de ficarmos doentes seria muito alta. Será que sobreviveríamos?

– Comer qualquer coisa a hora que quiser: Abacatinho (refrigerante local) e biscoito recheado sabor morango (comia somente o recheio) com toda certeza seriam meus alimentos em todas as refeições. Será que sobreviveríamos?

Nossos educadores sabiam a hora de negar.

E na vida adulta, sem os “nãos”…

– Fazer tudo o que quer: “Sexo, droga e rock n’ roll”. Será que sobreviveríamos?

– Comer qualquer coisa a hora que quiser: Refrigerantes, industrializados, etc. Será que sobreviveríamos?

Existe uma parte do cérebro que é encarregada de proteger os seres humanos. Essa parte do córtex pré frontal é responsável por trazer proteção a partir da mente (que gera o não o tempo inteiro), principalmente para nós mesmos e quem gostamos (filhos por exemplo).

O não é poderoso e nos acompanha desde muito tempo e irá nos seguir, então devemos tê-lo como aliado.

Em minha jornada, principalmente quando resolvi sair de casa aos 19 anos, com pouco dinheiro, saindo de Senador Firmino (uma cidade no interior de Minas Gerais) para a capital paulista, sem local para ficar, sem emprego… o não sempre se mostrou presente e atualmente ele continua, mas o vejo com outros olhos – até mesmo como um aliado.

Sei que já li, mas não me recordo onde, nem quem escreveu, que cada não nos aproxima do sim. Salvo engano, um vendedor visitava 30 casas todos os dias, e em dez dias ele vendia 30 livros. Matematicamente simples, ele fez a média e observou que a cada 10 casas visitadas, uma venda era concretizada. Sendo assim, ao ouvir o primeiro não do dia, ele saia todo sorridente, porque sabia que quanto mais nãos ele ouvia, mais próximo do sim ele ficava. Seus dias como vendedor se tornaram tão melhores, que sua média aumentou bruscamente para um livro a cada duas visitas. Assim, esse esperto vendedor, passou a usufruir do Enigmático Poder do Não.

No meu caso foi muito mais sofrido e somente hoje tenho a visão do quanto aqueles nãos em São Paulo me fortaleceram. “Aqui você não conseguirá emprego”; “Nessa prova você não irá passar”; “Nessa cidade você não sobreviverá”; “Nessa casa não poderá ficar”…

Com duas semanas, consegui emprego. Dez dias depois, já havia ido para um emprego melhor. Depois de uns 60 dias, um emprego complementar – num restaurante, eu podia almoçar e ainda levar marmita para o outro trabalho. E meses depois, a aprovação no vestibular.

Se não fossem os nãos, será que eu teria persistido? Hoje admito que pude usufruir do poder do não, mesmo sem saber disso.

Atualmente, continuo minha jornada lado a lado com o não. Às vezes, ele toma frente e me faz rever e lapidar algumas arestas. Estamos juntos há tanto tempo que somos companheiros e nem me assusto, mesmo sem eu perceber, quando ele aparece. Fico até surpreso quando ele me deixa de lado e parece que se esqueceu de mim.

Certa vez, na implantação de um projeto audacioso para minha competência, apresentei a proposta para o investidor e abri a oferta. Fiz isso com tanta audácia porque eu sabia e precisava do poder da negação. E pra minha surpresa, ele me deixou só e veio o sim – noossssa, consegui reviver todo o sentimento novamente. Eu não estava preparado, era o que eu achava.

Com tantos nãos e pelo seu poder, eu já havia absorvido e aprendido tanta coisa que nem tinha percebido o quanto estava qualificado. Me dei conta, também, da responsabilidade em mim confiada.

Enquanto os nãos me dão poder, o sim me traz responsabilidades e ambos me fortalecem.

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