Pare de Remar Contra a Correnteza

11.12.2017
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Você já sentiu como se corresse, corresse, e não saísse do lugar? Que não importa o quanto você se esforce, o quanto se dedique ou o quão exausto você chegue no final do dia, simplesmente você não consegue deixar de sentir que algo está faltando.

Isso acontece porque você está remando contra a correnteza ao invés de deixar a vida fluir no seu próprio ritmo e direção. A vida está sempre tentando te levar para o melhor caminho, a melhor direção. Mas nós brigamos e brigamos porque queremos as coisas do nosso jeito, do jeito que nós achamos melhor. E não deixamos a inteligência superior (Deus, Universo) nos guiar.

Você percebe que se você usar os seus quatro remos coordenados contra a correnteza você até pode sair do lugar, mas sempre com muito esforço e sem a possibilidade de parar para descansar jamais. Se você parar, a correnteza simplesmente te puxa para mais longe de onde você estava indo.

Agora, se você for com a correnteza, acreditando que a inteligência superior sabe o que é melhor para nós, você fará muito menos esforço. Você até pode pegar os quatro remos e usá-los coordenados para te dar mais impulso para frente. Nesse caso você acelerará a sua velocidade, mas dessa vez na direção certa. E quando você cansar e precisar parar de remar um pouco, a vida vai continuar te levando ao seu destino.

Nós lutamos contra a correnteza por medo e falta de fé. Olhamos para o caminho de alguém que “deu certo” e achamos que temos que seguir a mesma trilha. Temos medo de sermos completamente nós mesmos e não “dar certo”. Só que o rio do outro corre em outra direção.  O nosso rio é só nosso. Foi feito sob medida pela inteligência superior para nós. É preciso ter fé e realmente acreditar que aquele caminho pelo qual nossa vida flui é o melhor para nós.

É importante lembrar que o melhor não necessariamente é fácil. Você pode fluir com a vida e, de repente, encontrar muitas pedras no caminho. As pedras podem te machucar e você ficará tentado a voltar a remar na outra direção. Lá você estava cansado, exausto, vazio, mas não doía.

Fluir com a vida exige que nós sejamos nós mesmos, por inteiro. O lado que gostamos e o lado que não gostamos. O lado que agrada os outros e o lado que nos ensinaram a achar errado e que nós escondemos (inclusive de nós mesmos). E esse reencontro com o lado que nós escondemos por tantos anos dói. Reencontrar-se dói. Reconhecer-se dói.

A dor faz parte do caminho, a dor ensina. Estou falando de uma dor diferente da dor da angústia, cansaço e vazio de remar contra a correnteza. É uma dor profunda, mas que te torna mais completo, que diminui o vazio. É a dor de perceber que abandonamos aquela parte de nós por tanto tempo, de perceber que as escolhas que fizemos não eram nossas, porque não sabíamos quem éramos. Dói. É suportável. Te completa. Te torna íntegro, inteiro. Você.

Você pode passar a vida toda remando contra a correnteza para evitar essa dor profunda. Talvez você só decida fluir quando o vazio se tornar mais insuportável do que o medo do reencontro consigo mesmo. Mas, se você está se questionando agora, flua. Não deixe para depois. O resultado de fluir é ser quem você veio ao mundo para ser. E o mundo precisa de você completo para estar completo.

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