Relacionamento Interpessoal: O Que é Isso?

30.05.2017

Relacionamento interpessoal é o conjunto de técnicas sociais, capazes de permitir uma convivência agradável entre as pessoas e o alcance de objetivos previamente definidos. Entretanto, para que haja um bom relacionamento interpessoal existe uma necessidade natural de ser humano autoconhecer-se e conhecer as pessoas com as quais convive.

Fazemos uma constante avaliação de nós mesmos e dos outros. Observamos e fazemos juízo da maneira de andar, falar, olhar, vestir; achamos as pessoas justas ou injustas, capazes ou incapazes, fracassadas ou vencedoras… Assim acabamos as julgando antecipadamente.

A importância da autoavaliação

Existe uma tendência muito comum de procurarmos qualidade em nós mesmos e acharmos os defeitos estão todos nos outros. Entretanto, se fizermos uma auto reflexão sobre nosso comportamento, mudaremos o que não estão adequados e assim colaboraremos para um melhor relacionamento interpessoal.

Reconhecer quem sou eu, como sou, como falo, ouço, me relaciono, como conduzo as minhas ações no mundo, como reajo diante do outro, diante de desafios, diante do novo, diante do inesperado, é, por si só, um processo de amadurecimento capaz de nos fazer ver nossas próprias limitações.

Reconhecer como o outro é, no que ele se assemelha e no que ele é diferente de nós, no que ele é meu espelho e no que ele não é, amplia a visão de mundo, de homem de vida, de trabalho, de sociedade. Isso é essencial para o relacionamento interpessoal. 

Aprender com as diferenças: Empatia

Não há possibilidade de moldarmos todas as pessoas de uma mesma maneira. Ainda bem que é assim. Realmente, ganhamos muito ao perceber que podemos aprender com as diferenças no relacionamento interpessoal. Chamamos de “diferenças individuais” todas as características que nos diferem de outras pessoas. Entre elas nossa maneira de perceber, pensar e agir. Num grupo de trabalho, as diferenças individuais ocasionam diferenças de opinião, sendo que se não trabalhadas, podem ocasionar uma situação de conflito.

Cabe a cada um de nós o papel de conciliadores, sabendo que da mesma maneira que gostamos de ser ouvidos e considerados, as outras pessoas que estão conosco também devem ter a mesma oportunidade. Neste caso, devemos utilizar a empatia, ou seja, nos colocarmos no lugar do outro. Agindo assim, nos abrimos a outros posicionamentos, que em muitos casos, trarão facilidade na condução de uma tarefa em comum. Com essas diferenças abrimos uma nova gama de potencialidades, sendo que não as conheceríamos se nos mantivéssemos “fechados” em nossa “auto-suficiência”.

E ainda assim, a todo o momento apregoamos ideias, filosofia de vida em que pensamos acreditar ou em que queremos acreditar; ou quem sabe ainda, que tentamos fazer alguém acreditar que acreditamos. Mas, até que ponto vivemos nossas teorias? Até que ponto somos quem pensamos que somos?

Quem é você?

Quem é você? Não, não … não é necessário preencher nenhum formulário. Quero que se coloque diante de um espelho. Será que você é quem gostaria de ser? Ou será que nunca se preocupou com isso?

Será que é importante para você ser quem gostaria de ser para gostar da pessoa que é? Ou talvez, até mesmo, seja indiferente para você, saber se você é alguém IMPORTANTE, para você e para os outros. Se assim for, esqueça. Rasgue esta folha ou use o verso como rascunho. Caso contrário, pense um pouco mais e tente descobrir se você vem sendo coerente consigo mesmo.

Às vezes, perdemos longas horas condenando as atitudes das pessoas, mas dificilmente dispensamos alguns minutos para analisar de forma crítica as nossas próprias atitudes. Exigimos respeito, confiança, tolerância, calma, educação…mas, será que damos tudo isso para estarmos em condição de cobrar? Ou você é do tipo “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço?”.

Você desempenha papéis diversos na sociedade em que vive. Você é amigo, primo, namorado, filho, pai, aluno, trabalhador, marido, mulher, etc. A cada momento nos encontramos em um lado do cenário, mas, em qualquer parte que estejamos, é importante que sejamos gente; percebendo que somos quem somos a partir da existência do outro, que também é gente.

Ninguém é capaz de viver sozinho!

Ou você é do tipo que acha que o mundo gira em torno de você? Você é capaz de ser feliz sozinho? Ou é daqueles que gostam de estender aos outros tudo que conquistam?  Você acredita naquela frase que diz “a felicidade está ao alcance de todos?”.

Talvez se você pensar um pouco mais saberá ser feliz, gostar um pouco mais de você, gostar um pouco mais do outro. Fazer com que o outro seja uma extensão de você e que todos nós sejamos o mundo. E se cada um de nós se mostrar, assim, mais bonito diante do espelho, o mundo certamente será mais bonito.

Ter alguém que possa nos orientar no nosso autoconhecimento, nos faz gastar menos energia e tempo, e o resultado para alcançar nossos objetivos é muito mais interessante.

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