Evite o Desgaste da sua Mente

Você deixaria a sua TV ligada o dia inteiro enquanto sai para trabalhar? Não? Então porque você não “desliga” a sua mente?

Você vai me dizer assim: “Mas Karina, eu não posso “desligar” a minha mente porque tenho um zilhão de coisas para fazer, além do mais, eu nem sei fazer isso”.

Tá bom então, vamos conversar um pouco sobre o que é essa mente esgotada. Você acorda constantemente “no bagaço” parecendo pior do que quando foi dormir? Você tem muitas dores de cabeça durante o dia e já tomou trocentos remédios que só te fizeram gastar dinheiro? Você se irrita por pequenas contrariedades e tem dificuldades de conviver com pessoas mais lentas que parecem que precisar “pegar no tranco”?

Se você se identificou com algumas dessas características, TALVEZ você esteja usando mal a sua energia mental. Só talvez….

A realidade é que a forma como vivemos é meio que “na sorte” pois, na maioria das vezes, não fomos educados a gerenciar corretamente as nossas emoções. Nem sabemos enxergar as nossas necessidades internas.

Existem várias ferramentas para isso, como por exemplo a meditação, que por sinal eu pratico muito. Mas, ainda assim é necessário verificar se no dia-a- dia não está ocorrendo uma descarga emocional no corpo desnecessariamente. Essas descargas podem motivadas de várias formas, como pelo excesso de perfeccionismo, por uma preocupação neurótica do que o outro pensa ou sente sobre você, pelo apego em detalhes, pela impulsividade etc.

A verdade é que para aproveitarmos os benefícios das diversas técnicas e ferramentas de gestão emocional, para vivermos melhor, é preciso mudar alguns hábitos, alguns padrões de comportamentos que se repetem dia após dia.

Vivemos sobre fortes estímulos o tempo inteiro, em uma sociedade caótica, acelerada e automática, onde há escassez de diálogo, de tempo e uma fartura de consumismo. E isso tudo causa um estresse mental e também um envelhecimento precoce.

Falando em estímulos, se sofremos um assalto, nosso coração dispara, temos sudorese excessiva, ficamos ofegantes e disparamos mais uma série de reações biopsicoquímicas que são ativadas pela liberação de certos hormônios que já conhecemos de longa data, desde o tempo das cavernas, para que pudéssemos correr ou lutar. Esse é um perigo real.

Mas existem outras situações em que nos lembramos de algo que aconteceu – e na maioria das vezes lembramos-nos dos momentos ruins – ou imaginamos uma cena e sofremos as mesmas consequências físicas. Isso porque o inconsciente não difere o que é real do que não é no presente momento. Portanto, isso é um perigo imaginado, mas parece real e mais uma vez descontrolamos nosso corpo e mente.

Por que cuidar da mente?

Daí você me diz assim: “Ah, quem procura acha.” Com essa desculpa muitas pessoas deixam de ir ao médico para não “achar” a doença. E esse comportamento também vale para o mundo interno, quando não se investiga o motivo dos próprios comportamentos para saber qual a emoção que está sendo o “pano de fundo” e precisa ser CUIDADA.

A palavra de ordem é CUIDAR das nossas emoções. Então você precisa desligar a TV e precisa também “desligar” a sua mente. Agora você entendeu, né?

Não é possível gastar energia cerebral sem sofrer desgastes emocionais.

Por isso muitas pessoas que eternos buscadores da sua melhor versão – assim como eu -, que meditam, que fazem alguma atividade física, que buscam fazer a vida valer a pena também estão sofrendo esse desgaste mental e emocional, estão estressadas, porque não se dão a prioridade na sua própria agenda.

Quais os seus hábitos que estão roubando a sua energia mental e te tirando do que é mais importante para você nesse momento?

Faça um inventário disso e comece, mediante o primeiro passo que é a conscientização, pouco a pouco, a recontar a sua própria história.