Você é Quem Nasceu Para Ser?

27.06.2017

Recentemente, assisti a um documentário sobre a vida do Papa Francisco. Fiquei com uma pergunta na cabeça: e se ele tivesse seguido o sonho que não era dele? Deixa eu explicar…

Jorge Mario Bergoglio, hoje Papa Francisco, entrou tarde para o seminário – aos 21 anos, após se formar técnico em Química. Sua mãe o queria ver médico, mas ele resolveu aceitar o chamado e se tornar padre. Ela não o apoiou na decisão, não o acompanhou durante os anos de formação, mas ao fim se conformou, estando presente na ordenação de seu filho.

Cada um de nós nasce para exercer uma função, deixar uma marca no mundo. Voltando ao Papa Francisco, já pensou se ele tivesse seguido o desejo da mãe e se tornado médico? Talvez ele fosse um excelente médico, principalmente por características inerentes à sua personalidade, como a preocupação de ajudar o próximo. Mas, será que seria feliz?

Será que não seria para ele um fardo? Será que ele impactaria tantas vidas como ele tem impactado durante sua trajetória, seja como professor ou atuando como padre na época da Ditadura Argentina, em que tantos ele protegeu? E agora, como Papa, acolhendo os excluídos. Acho que ele passa uma mensagem muito importante e bonita, de que somos todos irmãos, não importando credo, raça, sexualidade etc. Independente de religião (decididamente religião não é o assunto desse artigo), esse papa tem levantado a bandeira da fraternidade, do amor ao próximo, da compaixão. Vejo pessoas das mais diversas religiões admirando sua postura e atitudes. Ou seja, ele está impactando a vida  de muitos, católicos ou não.

Ele poderia fazer tudo isso sendo médico? Com certeza, sim. Mas com essa proporção de alcance, com toda essa chance de influência? Definitivamente, não.

Você pode estar se perguntando onde quero chegar com essa conversa. Mas o ponto é: você é quem nasceu para ser? Pode parecer uma pergunta boba, mas é de fato importante.

Sendo quem nascemos para ser, sentimo-nos completos, inteiros. A vida tem sentido, tem propósito. Ficamos mais seguros de nossas escolhas frente a uma sociedade que cobra padrões de comportamento e de vida como casar, ter filhos, ter diploma, ter uma profissão que traga status, carteira assinada, carro do ano, casa própria, smartphone, tablet e tantos outros itens tecnológicos que tem por aí, mesmo que você nunca os use.

É tanto “tem que”, tanta cobrança, que às vezes nos sentimos soterrados por padrões que os outros acham que temos que seguir para sermos felizes e provar que somos bem-sucedidos. Liga o piloto automático e vai! Concluímos que a vida é isso. E acabamos por viver asfixiados, anestesiados, numa vida sem significado. O famoso ter para ser. Mas na verdade, é bem o contrário, precisamos ser para ter. E ter o que é importante e faça sentido, não o que o outro julga ser melhor para você. Por isso precisamos saber quem somos, saber o que é de fato importante para cada um de nós.

Você precisa saber pelo que seus olhos brilham e seu coração pulsa para construir a vida que verdadeiramente é sua, baseada nos seus próprios valores e crenças, alinhada com seus próprios conceitos de sucesso e felicidade. Afinal, você nasceu para ser você!

Nós perdemos o costume de nos questionar sobre o que acreditamos, sobre o que queremos, sobre o que gostamos, amamos ou odiamos, sobre o que é importante para nós. Então pare e reflita sobre si mesmo – só assim você pode iniciar uma autêntica mudança. As respostas que precisamos estão dentro de nós. Para começar, tenha claramente definido seus valores e o que é sucesso para você – esses são aspectos importantes e têm papel fundamental nas decisões que você toma.

E então, seja quem você nasceu para ser e não desperdice a chance de deixar sua mensagem. Todos temos uma função nessa vida, exerça-a, seja qual for. Impacte exatamente as pessoas que veio impactar.

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