Você Tem o Sabotador Interno Hiper-Realizador?

16.01.2018

Por muito tempo meu lema pessoal foi “se não posso ser excelente, nem vou me dar ao trabalho”. E assim eu me dedicava apenas às coisas em que eu era realmente muito boa. Até que eu resolvi empreender e tudo mudou.

Há pouco tempo descobri que meu sabotador interno mais forte é o hiper-realizador *. Soa bacana, né? Alguém que é super produtivo e que vai construir muita coisa ao longo da vida. Mas você não é bobo nem nada e já sacou que se fosse isso, não seria chamado de sabotador.

E você está certíssimo. Ter o sabotador hiper-realizador forte dentro de você significa que seu amor próprio, autovalidação e autoaceitação estão condicionados a suas conquistas e realizações. E o que acontece quando você falha? O que acontece quando você percebe que alguém realizou melhor do que você? Isso mesmo: você se sente um lixo.

E eu me sentia um lixo, com muito mais frequência do que gostaria de admitir. Eu era ótima aluna na escola, na faculdade, na especialização, fui excelente funcionária e uma intercambista exemplar. Mas essa não é toda a história. Essas são apenas as batalhas que eu escolhi. As demais – como eu não podia ser excelente – desisti, varri para debaixo do tapete, tudo devido ao sabotador hiper-realizador.

Mas uma hora a gente cansa – cansa de desistir e de viver apenas os sonhos possíveis. Aos 30 anos, eu cansei. Deixei de ser uma excelente funcionária para ser uma empreendedora de primeira viagem.

Quem é empreendedor sabe o que é dar a cara à tapa para o mundo. E, nessas horas, nosso amor próprio, autovalidação e autoaceitação são o que nos faz ficar firmes e seguir o caminho. Nosso valor não pode estar condicionado a nossas realizações. Porque falharemos – é preciso para aprender – e porque não seremos o melhor do mundo – afinal quem é que decide isso?

E é exatamente nesse ponto que o snowboard me ensinou uma lição valiosa! Para fazer snowboard você prende seus pés numa prancha quase do seu tamanho e desce uma montanha nevada deslizando com ela. Eu não tenho nenhum talento especial para esportes, muito menos para esportes radicais. E snowboard não é fácil de aprender.

Na verdade é bastante dolorido: Você usa músculos que não está acostumado a usar, os que você conhece ficam tensos e você cai. Você cai de novo e de novo. E cada queda significa também que você tem que fazer todo o esforço para ficar de pé novamente.

A montanha coberta de neve é imponente. É escorregadia, cheia de pegadinhas, confusa. Você se sente pequeno e perdido naquela imensidão branca. A roupa também não ajuda muito: mil camadas de blusas e calças e botas apertadas que limitam seus movimentos.

A vontade de declarar que “snowboard não é para mim” e desistir foi grande. Refugiar-me no meu antigo lema “se não posso ser excelente, nem vou me dar ao trabalho”, no entanto, já não fazia tanto sentido. Eu não preciso ser excelente em snowboard!

Ao olhar dessa forma eu consegui admitir que aqueles poucos segundos que eu passava de pé na prancha, deslizando, eram divertidos. E me permiti continuar tentando, caindo, levantando. Essa mudança não foi uma epifania que aconteceu na montanha. É algo que venho trabalhando há um tempo. Mas foi o snowboard que gritou na minha cara que persistir vale a pena.

O snowboard me trouxe um novo lema pessoal: “cai, descansa, levanta e tenta de novo”. Apesar da dor, apesar do cansaço, apesar do medo, persistir vale a pena!

Por ter o sabotador hiper-realizador, eu achava que desistir de coisas em que eu não era boa me protegeria de perder tempo em atividades que eu seria um fracasso. Mas a verdade é que desistir apenas te limita. Persistir expande seu mundo!

O snowboard expandiu o meu mundo.

Agora estou voltando para casa, com o corpo dolorido e a alma leve: eu caí, descansei, levantei e tentei de novo. E fiquei um pouco melhor, aprendi e me diverti muito. Persistir vale a pena!

*Se quiser saber mais sobre sabotadores internos veja “Inteligência Positiva” de Shirzad Chamine.

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